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    Saúde mental e Emocional na infância e adolescência: o papel da psiquiatria no tratamento do sofrimento

Por que a saúde mental na infância é tão importante?

     Cuidar da saúde mental, das crianças e dos adolescentes, é tão importante quanto cuidar da saúde física, porque é na infância que se formam as bases do desenvolvimento emocional, cognitivo e social. Medidas precoces ajudam a regular as emoções, a criar vínculos seguros e a desenvolver habilidades para enfrentar dificuldades, reduzindo o risco de sofrimento que persista na vida adulta. Além disso, promover o bem‑estar psicológico desde cedo melhora o desempenho escolar, as relações com os outros e a qualidade de vida da família. Investir em prevenção, em identificação precoce e em atendimento adequado não só alivia o sofrimento imediato das crianças, como também traz benefícios duradouros para a sociedade.

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    Sinais de alerta: quando preocupar-se com a saúde emocional e mental dos nossos filhos

      Nem toda variação de humor ou comportamento é sinal de problema, mas mudanças persistentes ou que atrapalham a vida escolar, social e familiar merecem atenção. Abaixo, comportamentos e sinais que indicam ser hora de observar mais de perto e, se necessário, buscar avaliação de um bom profissional:​​

 

  • Mudança de Comportamento: Retração, agressividade ou apatia fora do comum.

  • Irritabilidade: Explosões de raiva desproporcionais.

  • Queda Escolar: Dificuldade em concentrar, memorizar ou falta de interesse.

  • Aprendizado Difícil: Problemas de aprendizado sem motivo claro.

  • Isolamento Social: Evitar amigos e atividades, rejeitar a escola.

  • Sono Alterado: Insônia, pesadelos ou dormir em excesso.

  • Mudança no Apetite: Alterações no apetite ou peso sem motivo médico.

  • Queixas Físicas: Dores sem explicação ligadas à angústia.

  • Regressão: Voltar a urinar na cama ou perder autonomia.

  • Comportamentos de Risco: Autolesão, uso de substâncias ou falas sobre morte.

  • Ansiedade: Medo que impede atividades diárias, como ir à escola.

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Como a Dra. Malu pode te auxiliar nos diversos Transtornos 

      A especialidade que cuida da saúde mental é psiquiatria da infância e adolescência. Com formação específica para entender as fases do desenvolvimento, Dra Malu avalia diferenças entre comportamento esperado e sinais de sofrimento, oferece tratamentos baseados em evidências — terapêuticos e, quando necessário, medicamentosos — e trabalha em parceria com família, escola e equipe multiprofissional. Seu olhar integra aspectos biológicos, emocionais e sociais, promovendo prevenção, intervenções precoces e acompanhamento longitudinal que protegem o crescimento saudável. Ela atua com sensibilidade e sem rótulos, ajudando a desmistificar a ideia de “medo do diagnóstico”, mostrando que procurar ajuda é um ato de cuidado e coragem que preserva o bem-estar e o futuro das crianças e adolescentes.

Sobre Mim

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Dra Maria Lucia Quesada Romero

CRM-SP 130137  RQE: 72.941

Pediatra e Pós Graduada em Psiquiatria da infância e da Adolescência

     Sou Dra. Maria Lucia Quesada Romero, conhecida como Dra. Malu. Minha jornada na medicina iniciou-se na pediatria, há 18 anos, onde desenvolvi a prática de escutar, cuidar e acolher. Com o tempo, identifiquei a necessidade de um olhar mais aprofundado sobre o bem-estar emocional de crianças e adolescentes. Especializei-me em Psiquiatria da Infância e da Adolescência, integrando meu conhecimento pediátrico a uma escuta sensível às questões emocionais, comportamentais e de desenvolvimento. Meu compromisso é oferecer cuidado integral, respeitando a individualidade de cada criança e adolescente e apoiando suas famílias em todas as etapas.
    Eu ofereço atendimento especializado no formato presencial na cidade de Sorocaba, SP, e também por telemedicina. Essa combinação permite que pessoas de diferentes localidades tenham acesso a um suporte de qualidade, especialmente em áreas onde muitas vezes não existem profissionais disponíveis. Com a telemedicina, consigo atender pacientes de forma conveniente, adaptando os cuidados às suas necessidades individuais, independentemente de onde estejam.

O que os Pais falam de mim 

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Quando procurar ajuda para a saúde mental dos seus filhos

     É normal que as crianças e adolescentes passem por mudanças de comportamento e humor, mas é importante ficar atento. Se os sinais forem fortes, persistentes ou afetarem a rotina e a segurança do seu filho, é hora de buscar ajuda profissional. Aqui estão algumas orientações para identificar quando agir e o que fazer:

Sinais Intensos

  • Exemplos: Choro descontrolado, ansiedade intensa, agressividade repentina, recusa em comer ou dormir, desorganização extrema.

  • O que fazer: Agende uma avaliação com urgência (dentro de alguns dias a uma semana). Informe o profissional sobre a gravidade dos sintomas para que ele possa ajudar rapidamente.

Persistência por Mais de 2 Semanas

  • Exemplos: Tristeza, irritabilidade, isolamento, medos constantes ou queixas físicas que não melhoram.

  • O que fazer: Marque uma consulta com um psiquiatra infantil. Não espere os sintomas piorarem para pedir ajuda.

Prejuízo na Rotina

  • O que isso significa: Queda no desempenho escolar, faltas frequentes, perda de interesse em atividades, alterações no sono ou apetite que afetam o dia a dia.

  • O que fazer: Agende uma avaliação com um psiquiatra e envolva uma equipe multidisciplinar (psicólogo, escola e pediatra). Comece a implementar algumas mudanças na rotina, como cuidar do sono, estabelecer limites e se comunicar com a escola.

Risco à Segurança

  • Exemplos: Automutilação, falar sobre morte, comportamentos perigosos, não cuidar de si mesmo ou estar exposto a violência em casa.

  • O que fazer: Não deixe a criança sozinha; remova objetos perigosos; entre em contato com serviços de emergência ou apoio imediato.

Prazos Indicativos

  • Emergência: Ação imediata.

  • Alta Prioridade: Avaliação em dias a uma semana.

  • Avaliação Rotineira: Dentro de semanas.

Como se preparar para uma consulta de psiquiatria na infância e na adolescência

     Saber exatamente o que relatar ao profissional faz grande diferença: descrever sintomas com exemplos concretos, indicar quando começaram, com que frequência ocorrem e como prejudicam a rotina permite um diagnóstico mais rápido e preciso, orienta escolhas terapêuticas adequadas e reduz a necessidade de várias consultas — acelerando o início do tratamento e aumentando as chances de melhora.

Antes da consulta

  • Anote motivos principais: sintomas mais preocupantes, quando começaram e como progrediram.

  • Liste exemplos concretos (comportamentos, episódios, horários, gatilhos).

  • Registre duração, frequência e intensidade dos sintomas (ex.: chora todo dia por X horas; insônia X noites/semana).

  • Faça um histórico médico e familiar resumido: doenças, transtornos psiquiátricos na família, eventos estressantes recentes.

  • Relacione medicações atuais e anteriores (dose, tempo de uso, efeitos colaterais).

  • Junte documentos úteis: cartão do SUS/convênio, caderneta de vacinação, relatórios escolares, boletins, laudos, avaliações psicológicas ou terapias anteriores.

  • Se possível, peça à escola um breve relatório sobre rendimento, comportamento e frequência.

  • Tire fotos/print de mensagens ou registre ocorrências relevantes (com datas) se ajudam a exemplificar.

  • Preencha formulários exigidos pela clínica se enviados antes.

Preparando a criança/adolescente

  • Explique de forma simples o objetivo: “vamos conversar com alguém que ajuda crianças/adolescentes quando se sentem tristes/ansiosos/com dificuldades.”

  • Seja honesto sobre o que vai acontecer (tempo estimado, presença dos pais, exames se necessários).

  • Respeite o nível de autonomia do adolescente; combine se quer a presença dos pais durante parte da consulta.

  • Oriente para dormir e alimentar-se antes da consulta (evitar medicação nova na véspera sem orientação).

 

No dia da consulta

  • Chegue com antecedência e leve material anotado.

  • Leve uma lista de perguntas que deseja esclarecer (diagnóstico, opções de tratamento, expectativas, efeitos colaterais, acompanhamento).

  • Informe ao profissional sobre risco à segurança (automutilação, ideação suicida, automedicação, exposição a violência) imediatamente.

  • Permita que o profissional fale a sós com o adolescente quando apropriado; isso é parte da avaliação.

 

Durante a consulta

  • Seja objetivo e fale em exemplos; descreva impacto na rotina/escola.

  • Responda com clareza sobre consumo de substâncias, sono, alimentação, uso de telas e rotina diária.

  • Pergunte sobre exames necessários, possibilidades de psicoterapia, medicação, tempo de retorno e sinais de alerta que exigem contato imediato.

  • Combine canal de contato para dúvidas e urgências.

Após a consulta

  • Anote as orientações e o plano terapêutico (medicação, psicoterapia, encaminhamentos).

  • Siga as recomendações iniciais e agende retornos/terapia.

  • Informe a escola sobre adaptações, se necessário.

  • Monitore efeitos e responda rápido a sinais de piora.

Sugestões de perguntas para levar

 ( Normalmente, essas perguntas são respondida durante a consulta, observe se ficou alguma duvida ao final)

  • Qual a hipótese diagnóstica e por que?

  • Quais opções de tratamento e riscos/benefícios?

  • A medicação é indicada agora? Quais efeitos colaterais?

  • Como será o acompanhamento e quando retornar?

  • Quais sinais exigem contato imediato?

Observação final

  • Em caso de risco agudo (ideação suicida, automutilação ativa, perigo imediato) procure emergência/serviço de urgência sem esperar a consulta marcada.

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Como o estigma da "loucura" na psiquiatria infantil afasta famílias e atrasa o tratamento essencial

     Os efeitos do estigma da "loucura" na busca por tratamento psiquiátrico infantil são significativos e prejudiciais. Muitas vezes, os pais ou cuidadores negam o problema, minimizando ou ignorando sinais por medo do rótulo. Isso leva ao atraso no diagnóstico, pois os sintomas não são avaliados por um profissional, prolongando o sofrimento e agravando a situação. Essa evitação do tratamento se manifesta na resistência a consultas, avaliações ou medicações devido a sentimentos de vergonha ou culpa.

     Além disso, as famílias podem esconder a criança, resultando em isolamento e diminuição do suporte social e acesso a recursos. Sem intervenções, as dificuldades cognitivas e comportamentais tendem a piorar, impactando o desempenho escolar e as relações sociais. A autoestima da criança pode ser prejudicada, fazendo com que ela internalize rótulos negativos, o que pode aumentar a ansiedade e a depressão.

     Por fim, essa dinâmica muitas vezes resulta em subtratamento ou em um tratamento inadequado, com a busca por soluções alternativas que não são baseadas em evidências ou interrupções precoces do tratamento. Crises que poderiam ser evitadas geram uma carga emocional e financeira maior, resultando em mais consultas de emergência, hospitalizações e sofrimento para todos os envolvidos. É importante lembrar que procurar ajuda é um ato de amor — tanto para a criança quanto para a família — pois demonstra cuidado, preocupação e a intenção de promover um ambiente saudável e acolhedor.

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"Brincadeiras a parte, no final somos todas crianças e merecemos amor, carinho e o melhor cuidado "

    "Não tenha medo de procurar ajuda. Juntamente com a psiquiatria, podemos cuidar da saúde mental e emocional e recuperar o equilíbrio na saúde dos nossos filhos."

"Estamos juntos nesta jornada. Com total dedicação, enfrentarei ao lado de vocês os desafios, visando o desenvolvimento pleno de nossas crianças. Contem comigo. Com carinho, Dra. Malu."

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