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"Cuidando do seu filho desde os primeiros passos até a saúde emocional"
Transtorno do Espectro Autista: A Perspectiva Diferente de Viver a Vida
O que é o Transtorno do Espectro Autista
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que impacta de maneira significativa a comunicação, o comportamento e a interação social de uma pessoa, oferecendo uma perspectiva única sobre a vida. Classificado como um "espectro", o TEA abrange uma ampla gama de sintomas e níveis de gravidade, refletindo a diversidade das experiências autistas. Algumas pessoas podem enfrentar desafios significativos na linguagem e socialização, enquanto outras podem demonstrar habilidades excepcionais em áreas específicas, como matemática, arte ou música. As dificuldades de comunicação podem variar desde atrasos na fala até a incapacidade de compreender nuances da linguagem, como sarcasmo e metáforas, revelando uma forma distinta de expressão. Além disso, muitos autistas apresentam comportamentos repetitivos e interesses intensos, que podem levar a uma concentração profunda e a uma maneira singular de explorar o mundo. As sensibilidades sensoriais, que tornam alguns indivíduos mais conscientes de sons, luzes ou texturas, também contribuem para essa perspectiva única. Compreender e valorizar essas características é essencial para promover a aceitação e a inclusão de indivíduos com TEA, permitindo que suas vozes e experiências sejam aceitas na sociedade.


Como a Dra Malu e a psiquiatria da infância podem te ajudar no Diagnóstico e no Acompanhamento do Transtorno do Espectro Autista?
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser realizado por médicos especialistas. A triagem inicial pode ser conduzida por:
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Pediatras: Eles monitoram o desenvolvimento infantil e podem identificar sinais precoces de TEA durante exames de rotina.
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Psicólogos: Realizam avaliações comportamentais e psicológicas, utilizando ferramentas de triagem para detectar características do TEA.
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Fonoaudiólogos: Observam e tratam dificuldades de comunicação, podendo notar sinais de TEA durante as sessões.
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Terapeutas Ocupacionais: Avaliam o desenvolvimento de habilidades práticas e identificam dificuldades relacionadas ao TEA.
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No entanto, o diagnóstico definitivo deve ser feito por médicos especialistas, como:
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Psiquiatras Infantis: Especialistas em saúde mental que avaliam o comportamento e o desenvolvimento da criança, realizando diagnósticos e tratando comorbidades que podem estar presentes.
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Neurologistas Infantis: Médicos que se especializam nos sistemas nervoso e cérebro, podendo diagnosticar Transtorno do Espectro Autista especialmente em casos onde há preocupações sobre o desenvolvimento neurológico.
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Esse diagnóstico por médicos especialistas é crucial para garantir um entendimento completo do TEA e para desenvolver um plano de intervenção adequado às necessidades individuais da criança.

Sobre Mim

Dra Maria Lucia Quesada Romero
CRM-SP 130137 RQE: 72.941
Pediatra e Pós Graduada em Psiquiatria da infância e da Adolescência
Sou Dra. Maria Lucia Quesada Romero, conhecida como Dra. Malu. Minha jornada na medicina iniciou-se na pediatria, há 18 anos, onde desenvolvi a prática de escutar, cuidar e acolher. Com o tempo, identifiquei a necessidade de um olhar mais aprofundado sobre o bem-estar emocional de crianças e adolescentes. Especializei-me em Psiquiatria da Infância e da Adolescência, integrando meu conhecimento pediátrico a uma escuta sensível às questões emocionais, comportamentais e de desenvolvimento. Meu compromisso é oferecer cuidado integral, respeitando a individualidade de cada criança e adolescente e apoiando suas famílias em todas as etapas.
Eu ofereço atendimento especializado no formato presencial na cidade de Sorocaba, SP, e também por telemedicina. Essa combinação permite que pessoas de diferentes localidades tenham acesso a um suporte de qualidade, especialmente em áreas onde muitas vezes não existem profissionais disponíveis. Com a telemedicina, consigo atender pacientes de forma conveniente, adaptando os cuidados às suas necessidades individuais, independentemente de onde estejam.
O que Falam de mim








Sinais de Alerta: Comportamentos a Observar em Seu Filho para Buscar Avaliação para o Transtorno do Espectro Autista
Identificar sinais precoces do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para garantir que a criança receba o suporte necessário e adequado. A observação atenta por pais e cuidadores, bem como por professores e profissionais da escola, desempenha um papel vital nesse processo. Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos, mais eficaz pode ser a intervenção, contribuindo para o desenvolvimento social, emocional e educacional da criança.
É importante que os pais e cuidadores estejam cientes do comportamento do filho tanto em casa quanto em ambientes sociais e escolares. A interação com os professores e colegas pode revelar aspectos que podem não ser evidentes em casa. Aqui estão alguns dos principais sinais de alerta que devem ser observados:
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1.Dificuldades de Comunicação:
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Atrasos no desenvolvimento da fala.
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Dificuldade em manter conversas ou em iniciar interações.
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Uso de linguagem repetitiva ou ecolalia (repetição de palavras ou frases ouvidas).
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O uso de linguagem literal e sem filtro social.
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2. Interação Social:
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Baixo interesse em interagir com outras crianças ou adultos.
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Dificuldade em entender e responder a expressões faciais e emoções.
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Falta de contato visual ou expressões faciais limitadas.
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3.Comportamentos Repetitivos e Restritos:
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Movimentos repetitivos, como balançar ou girar.
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Foco intenso em interesses específicos ou objetos (hiper foco).
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Resistência a mudanças na rotina ou ambiente.
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4.Sensibilidade Sensorial:
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Reações extremas a sons, luzes, texturas ou cheiros.
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Busca por estímulos sensoriais ou aversão a certos ambientes.
5.Desenvolvimento Motor:
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Dificuldades em habilidades motoras grossas e finas.
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Atrasos em marcos de desenvolvimento, como sentar, engatinhar ou andar.
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6.Comportamento Incomum:
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Comportamentos auto lesivos ou de autoagressão.
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Respostas emocionais desproporcionais a situações cotidianas.
Os sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem se manifestar de maneiras diferentes em cada criança, apresentando exacerbações em uma área e sendo mais brandos em outra. Isso ocorre porque chamamos de "espectro" (que se refere a uma gama ou variedade), o que significa que cada indivíduo pode ter um conjunto único de características e desafios, com diferentes níveis de gravidade e habilidades. Essa diversidade torna essencial que a avaliação e a intervenção sejam personalizadas, levando em conta as necessidades específicas de cada criança.

Preparando-se para a Consulta: Passos Essenciais na Investigação do Trantorno do Espectro Autista
Observar atentamente os comportamentos e sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação é crucial. Por isso, fiquem atentos aos comportamentos e sinais abaixo:
1.Comunicação:
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Dificuldades em iniciar ou manter uma conversa.
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Uso repetitivo de palavras ou frases (ecolalia).
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Dificuldade em entender expressões faciais ou tom de voz.
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O uso de linguagem literal e sem filtro por crianças pode indicar dificuldades na percepção de nuances sociais e na adaptação da comunicação ao contexto.
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2.Interação Social:
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Evitar contato visual.
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Dificuldade em fazer amigos ou em interagir com outras crianças.
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Preferência por atividades solitárias em vez de brincadeiras em grupo.
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3.Comportamentos Repetitivos:
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Movimentos corporais repetitivos, como balançar ou girar.
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Interesse intenso em objetos ou temas específicos (ex: trens, dinossauros).
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Rotinas rígidas e resistência a mudanças.
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4.Sensibilidade Sensorial:
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Reações intensas a estímulos sensoriais, como barulhos altos ou texturas diferentes.
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Buscar estímulos sensoriais, como tocar ou cheirar objetos.
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Dificuldade em lidar com ambientes muito estimulantes ou barulhentos.
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5.Desenvolvimento Emocional:
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Dificuldade em expressar emoções ou entender as emoções dos outros.
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Respostas emocionais desproporcionais a situações (ex: crises de raiva).
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Dificuldade em lidar com frustrações ou mudanças na rotina.
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6.Habilidades de Brincar:
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Brincadeiras com pouca imaginação ou criatividade.
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Dificuldade em entender as regras de jogos ou brincadeiras.
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Preferência por brincar com objetos de forma isolada, em vez de interagir com outros.
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Estar bem preparados para a consulta é fundamental. Registre eventos significativos com datas, horários e contextos, destacando padrões e situações que despertam preocupações. Leve esses registros para a consulta, pois fornecem ao profissional uma base sólida para compreender melhor as dificuldades enfrentadas pela criança. Além disso, anote quaisquer perguntas ou preocupações adicionais que você possa ter, garantindo que todos os aspectos relevantes sejam discutidos. Levar relatórios da escola, psicólogos, terapeutas ou pediatras também é crucial, pois esses documentos oferecem uma visão abrangente e multidisciplinar, enriquecendo a avaliação e contribuindo para um diagnóstico mais preciso e um plano de intervenção eficaz.

"Autismo não tem rosto. Aqueles que estão no espectro autista enfrentam desafios na comunicação e socialização, além de uma sensibilidade exacerbada."

O Papel Fundamental do Tratamento Multidisciplinar no Manejo do Transtorno do Espectro Autista
O tratamento multidisciplinar é fundamental no manejo do Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois aborda as diversas necessidades do indivíduo de maneira integrada. Essa abordagem é crucial devido à complexidade e variedade dos desafios que as pessoas com TEA podem enfrentar. Envolve profissionais de diferentes áreas, como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, médicos e educadores, todos trabalhando juntos para criar um plano de tratamento abrangente e personalizado.
Cada plano de tratamento é adaptado às necessidades específicas da pessoa, considerando suas habilidades, desafios e objetivos pessoais. A comunicação eficaz entre os membros da equipe e a família é essencial para garantir que todos estejam alinhados e trabalhando em direção aos mesmos objetivos. A participação ativa da família é incentivada, fornecendo apoio e estratégias para implementar intervenções em casa e na vida diária.
O monitoramento contínuo do progresso permite ajustes rápidos e eficazes no plano de tratamento, conforme as necessidades do paciente evoluem. Essa abordagem integral não só melhora os resultados terapêuticos, mas também maximiza o potencial de desenvolvimento do indivíduo, fornecendo um sistema de apoio robusto para as famílias. Além disso, garante que as intervenções sejam consistentes e eficazes em diversos ambientes, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo para pessoas com TEA. Assim, o tratamento multidisciplinar se destaca como uma abordagem indispensável para promover o bem-estar e a inclusão das pessoas com TEA na sociedade.

As Dores da Família ao Diagnosticar o TEA e Seu Impacto no Tratamento
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um membro da família pode ser um momento de grande angústia e incerteza. As famílias frequentemente enfrentam uma mistura de emoções, que incluem choque, negação e medo do desconhecido. A falta de compreensão inicial sobre o TEA e suas implicações pode gerar sentimentos de isolamento e sobrecarga emocional.
Além disso, as intervenções necessárias podem demandar uma quantidade significativa de tempo, exigindo ajustes nas rotinas familiares. Os custos associados ao tratamento, como terapias especializadas, podem aumentar os gastos familiares e representar um desafio financeiro adicional.
Essas dores emocionais e desafios logísticos podem impactar diretamente a capacidade da família de se engajar plenamente no tratamento. Quando os cuidadores estão sob estresse, pode ser mais difícil manter a consistência nas intervenções e participar ativamente das estratégias terapêuticas. Além disso, a preocupação com o futuro da criança e a busca por respostas e suporte adequado podem intensificar a sensação de ansiedade.
No entanto, ao reconhecer e abordar essas emoções, as famílias podem se tornar mais resilientes e capacitadas para apoiar seus entes queridos. O envolvimento em grupos de apoio e a educação sobre o TEA são passos fundamentais para aliviar essas angústias, permitindo que os familiares participem de forma mais eficaz no processo de tratamento e promovam um ambiente de desenvolvimento positivo e inclusivo.

Fortalecendo a Estrutura Familiar: O Impacto do Apoio Pós-Diagnóstico de TEA
As famílias podem encontrar redes de apoio valiosas em diversas fontes, como grupos comunitários, organizações não governamentais, centros especializados em TEA e até mesmo comunidades online dedicadas ao autismo. Essas redes são fundamentais para melhorar a qualidade de vida familiar após o diagnóstico de TEA. Aqui estão algumas maneiras pelas quais esse apoio pode fazer a diferença:
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Redução do Estresse e Ansiedade: Receber orientação e informações precisas sobre o TEA ajuda a esclarecer dúvidas e reduz a incerteza, diminuindo o estresse e a ansiedade que muitas famílias sentem após o diagnóstico.
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Desenvolvimento de Habilidades de Enfrentamento: Programas de apoio podem ensinar estratégias práticas para lidar com os desafios diários, promovendo um ambiente mais equilibrado e harmonioso em casa.
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Fortalecimento dos Laços Familiares: A participação em grupos de apoio permite que as famílias compartilhem experiências, criando uma rede de suporte emocional que fortalece os laços entre os membros da família.
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Acesso a Recursos e Serviços: O apoio adequado conecta as famílias a recursos essenciais, como terapias, intervenções educacionais e serviços comunitários, facilitando o acesso a tratamentos eficazes.
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Empoderamento e Autoconfiança: Com informações e suporte, as famílias se sentem mais capacitadas para defender os interesses de seus filhos e tomar decisões informadas sobre o tratamento e a educação, aumentando a confiança em suas habilidades parentais.
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Promoção do Bem-Estar Emocional: Apoio psicológico e emocional ajuda os familiares a processar suas emoções, promovendo o bem-estar geral e permitindo que se concentrem mais nas necessidades da criança e em suas próprias necessidades.
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Ao receber apoio contínuo, as famílias podem criar um ambiente mais positivo e inclusivo, melhorando a qualidade de vida de todos os membros e promovendo o desenvolvimento saudável da criança com TEA.

“O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista não é o fim, mas o começo de uma jornada transformadora que nos convida a viver a vida sob uma nova perspectiva”.
"Lembre-se de que você não está sozinho. A psiquiatria e toda a equipe multidisciplinar estão aqui para caminhar ao seu lado nesta jornada, oferecendo apoio e compreensão a cada passo. Conte sempre comigo. Com carinho, Dra. Malu."

